Cisterna: o guia técnico completo de 2026

10 de fevereiro de 2026
10 de fevereiro de 2026

A gestão de água deixou de ser apenas uma preocupação ambiental, hoje, é um requisito técnico e operacional em qualquer projeto de infraestrutura sério. 

Se você está especificando sistemas de saneamento para condomínios, indústrias, hospitais, obras públicas, ou até mesmo uma residência, já sabe que a forma como seu empreendimento capta, armazena e reutiliza água impacta diretamente nos custos operacionais e na conformidade com as normas cada vez mais rigorosas.

É aqui que a cisterna entra como peça-chave. Mais do que um simples reservatório, ela é a base de um sistema inteligente de captação pluvial e reuso que pode reduzir drasticamente o consumo de água potável e, de quebra, atender às exigências legais que muitos municípios já impõem.

Neste guia, vamos direto ao ponto: 

  • Tipos de cisternas disponíveis;

  • Como dimensionar corretamente;

  • O que considerar na integração com outros sistemas de saneamento;

  • Quais normas você precisa conhecer? 

Se você está buscando especificar com segurança, está no lugar certo.

O que é cisterna e qual sua função em projetos de saneamento

Vamos começar pelo básico, mas sem perder tempo com obviedades. Cisterna é um reservatório projetado para armazenar água, principalmente para captação de chuva e reuso em aplicações que não exigem água potável. E aqui já vale um esclarecimento importante: cisterna não é caixa d'água.

A diferença é simples, mas essencial: enquanto a caixa d'água armazena água já tratada que vem da rede pública, a cisterna trabalha com água captada (geralmente da chuva) que passa por filtragem e é destinada a usos específicos, como descargas sanitárias, irrigação, lavagem de pisos, processos industriais, entre outros.

Na prática, a cisterna cumpre três funções principais:

Captar e armazenar água da chuva de forma eficiente. Telhados e coberturas se tornam áreas de captação, e a água é direcionada para a cisterna após passar por filtros que removem folhas, detritos e impurezas.

Viabilizar o reuso em larga escala. Boa parte do consumo de água em um empreendimento não precisa ser potável. Segundo a NBR 15527 (norma que regulamenta o aproveitamento de água de chuva em áreas urbanas), projetos bem dimensionados conseguem reduzir entre 30% e 50% o consumo de água da rede pública.

Servir como reserva técnica. Em alguns casos, a cisterna também funciona como backup estratégico, garantindo disponibilidade hídrica mesmo em períodos de interrupção no abastecimento.

Se você está lidando com legislações municipais que já exigem sistemas de captação pluvial em novas edificações, e cada vez mais cidades estão adotando essa obrigatoriedade. A cisterna não é um opcional. É parte do projeto básico de saneamento.

Tipos de cisterna: características e aplicações

Não existe "a melhor cisterna". Existe a cisterna mais adequada para o seu projeto, e isso depende de espaço disponível, volume necessário, tipo de instalação e, claro, finalidade de uso. Vamos aos três modelos principais:

Cisterna vertical

A cisterna vertical é aquela instalada acima do solo, ocupando espaço na vertical em vez de exigir área horizontal extensa. É especialmente útil quando você tem limitação de espaço no terreno ou está trabalhando em retrofit de edificações já existentes.

Principais vantagens:

  • Não exige escavação, o que reduz custos e prazos de obra

  • Instalação e manutenção mais simples, com acesso facilitado para inspeções

  • Ideal para áreas urbanas densas ou terrenos pequenos

  • Permite inspeção visual rápida do nível de água

Onde faz mais sentido especificar: Projetos em áreas com pouco espaço horizontal, edifícios comerciais que precisam de solução rápida de adequação, obras de retrofit onde escavação seria inviável ou muito custosa.

As cisternas verticais da Garemp são projetadas em diferentes capacidades, permitindo ajuste fino ao volume necessário sem desperdício de espaço ou investimento.

Cisterna subterrânea

Aqui, a lógica é outra: a cisterna fica enterrada, invisível no paisagismo, e libera toda a área superficial do terreno. É a escolha clássica para grandes empreendimentos onde volume e discrição são prioridades.

Principais vantagens:

  • Não ocupa espaço visível, perfeito para projetos com apelo estético ou áreas de convivência

  • Maior proteção térmica da água armazenada, evitando aquecimento excessivo

  • Capacidade de armazenamento geralmente superior

  • Integração total com o paisagismo e infraestrutura do empreendimento

Onde faz mais sentido especificar: Condomínios residenciais e comerciais, indústrias com grandes áreas disponíveis, hospitais e centros de distribuição que precisam de volumes elevados sem comprometer a área útil.

A instalação exige planejamento de escavação, estruturação e impermeabilização adequada, mas a Garemp oferece suporte técnico completo para dimensionamento e especificação dos modelos subterrâneos.

Cisterna modular

A cisterna modular funciona como um sistema de blocos que podem ser acoplados conforme a necessidade do projeto. É a solução mais flexível, especialmente quando você trabalha com demandas que podem crescer ao longo do tempo.

Principais vantagens:

  • Flexibilidade total: você começa com a capacidade necessária e expande se a demanda aumentar

  • Adaptação facilitada a terrenos irregulares ou com limitações específicas

  • Possibilidade de ajuste fino no volume armazenado

  • Ideal para projetos em fases ou com previsão de expansão futura

Onde faz mais sentido especificar: Empreendimentos em crescimento, projetos industriais com expansão planejada, condomínios que podem adicionar módulos conforme novos blocos são construídos.

A escolha entre vertical, subterrânea ou modular é estratégica. Cada tipo se encaixa em um contexto específico de obra, orçamento e logística. E se houver dúvida na especificação, contar com suporte técnico especializado faz toda a diferença.

Como dimensionar uma cisterna para seu projeto

Dimensionar uma cisterna não é chutar um número e torcer para dar certo. É um cálculo que leva em conta variáveis reais do seu projeto, e acertar essa conta significa evitar tanto subdimensionamento (falta de água quando você mais precisa) quanto superdimensionamento (investimento desnecessário).

Os principais fatores que influenciam o dimensionamento são:

Área de captação disponível. Quanto maior a área de telhado ou cobertura, maior o volume de água que você consegue captar. Telhados planos, inclinados, coberturas metálicas. Cada tipo tem sua eficiência de captação.

Índice pluviométrico da região. Não adianta ter uma área enorme de captação se chove pouco. Por outro lado, regiões com chuvas concentradas em poucos meses do ano exigem cisternas maiores para armazenar água suficiente para os períodos secos.

Demanda de água do empreendimento. Quantas pessoas vão usar? Para que fins? Irrigação consome menos que processos industriais. Descarga sanitária em um prédio comercial tem demanda diferente de um hospital. Cada aplicação tem seu volume médio diário.

Finalidade de uso. Água para lavar piso, irrigar jardim, abastecer descargas e resfriar equipamentos. Cada uso tem uma demanda específica que precisa ser mapeada antes de definir o tamanho da cisterna.

Uma fórmula simplificada que muitos projetistas usam como ponto de partida é:

Volume da cisterna = (Área de captação x Precipitação média mensal x Coeficiente de aproveitamento) x Tempo de armazenamento desejado

Mas atenção: essa é uma estimativa inicial. Projetos reais exigem cálculos mais refinados, considerando sazonalidade, picos de consumo, margem de segurança e integração com outros sistemas de saneamento.

Por isso, contar com suporte técnico especializado desde a fase de projeto é fundamental. A Garemp oferece consultoria para dimensionamento preciso, evitando erros que podem comprometer a eficiência de todo o sistema e, pior, gerar retrabalho e custos adicionais depois da obra pronta.

Componentes e integração com sistemas de saneamento

Aqui está um erro comum que muita gente comete: pensar na cisterna como um produto isolado. Ela não funciona sozinha e, na verdade, é apenas uma parte de um sistema integrado de captação e reuso de água.

Para que a cisterna cumpra sua função com eficiência e segurança, ela precisa estar conectada a uma série de componentes que garantem qualidade da água, distribuição adequada e conformidade técnica. Vamos aos principais:

Filtros pluviais. Antes de a água da chuva chegar à cisterna, ela precisa passar por um sistema de filtragem que remove folhas, galhos, poeira e outros detritos. Sem filtro, você está armazenando sujeira e isso compromete a qualidade da água e exige limpezas frequentes da cisterna. A Garemp oferece filtros pluviais projetados especificamente para integração com cisternas, garantindo que apenas água limpa seja armazenada.

Sistema de descarte de primeiras águas. As primeiras chuvas lavam o telhado, trazendo acúmulo de sujeira. Um bom projeto inclui descarte automático dessa água inicial, direcionando apenas a água limpa para a cisterna.

Bombas e sistemas de recalque. Dependendo da aplicação, a água armazenada precisa ser bombeada para pontos de uso. Em projetos maiores, isso pode envolver estações elevatórias completas, outra solução que a Garemp domina e pode integrar ao sistema.

Extravasor. Quando a cisterna atinge sua capacidade máxima, o excesso de água precisa ser direcionado de forma controlada, evitando transbordamentos e infiltrações indesejadas.

Ventilação adequada. Cisternas fechadas precisam de respiros que evitem pressão negativa e permitam circulação de ar, prevenindo odores e proliferação de microrganismos.

A grande vantagem de trabalhar com um fornecedor que oferece soluções completas, como a Garemp, é justamente essa: você não precisa buscar componentes de diferentes fabricantes e torcer para que tudo se encaixe. Cisterna, filtro pluvial, estação elevatória, estação de tratamento, tudo projetado para funcionar de forma integrada e eficiente.

Normas técnicas e requisitos de instalação

Se você está especificando cisternas para projetos profissionais, precisa conhecer as normas que regulamentam a instalação e o uso desses sistemas. 

A principal referência no Brasil é a NBR 15527 - Aproveitamento de água de chuva de coberturas em áreas urbanas para fins não potáveis. Ela estabelece requisitos para projeto, implantação, operação e manutenção de sistemas de captação pluvial, incluindo dimensionamento, qualidade da água e critérios de segurança.

Além da NBR 15527, muitos municípios e estados têm legislações próprias que exigem sistemas de captação em novas edificações acima de determinada área construída. Ignorar essas exigências pode gerar desde multas até embargo de obras, então vale checar a legislação local antes de fechar o projeto.

Requisitos básicos que toda instalação de cisterna deve atender:

Impermeabilização adequada. Especialmente em cisternas subterrâneas, a impermeabilização precisa ser rigorosa para evitar contaminação da água armazenada e infiltrações no solo.

Ventilação e acesso para manutenção. A cisterna precisa ter respiros dimensionados corretamente e tampas de inspeção que permitam limpeza e verificação periódica.

Proteção contra contaminação. Isso inclui telas em entradas de água, vedação contra entrada de animais e insetos, e separação física de qualquer ponto de contato com esgoto ou águas servidas.

Sinalização e identificação. Em muitos casos, é obrigatório identificar claramente que aquela água não é potável, evitando uso inadequado.

A instalação deve ser realizada por profissionais qualificados que conheçam as normas e saibam executar cada etapa com precisão técnica. Embora a Garemp não realize instalações, oferecemos suporte técnico completo para que sua equipe de obra ou parceiro instalador execute o projeto conforme as especificações corretas.

Manutenção e vida útil

Cisterna instalada não significa cisterna esquecida. Como qualquer sistema de saneamento, ela exige manutenção preventiva para garantir qualidade da água e funcionamento eficiente ao longo dos anos.

A boa notícia é que a manutenção de cisternas é relativamente simples, desde que feita com regularidade.

Limpeza interna: Recomenda-se limpeza completa da cisterna ao menos uma vez por ano, com remoção de sedimentos acumulados no fundo e lavagem das paredes internas. Em regiões com chuvas muito esporádicas ou água com alta carga de impurezas, pode ser necessário aumentar a frequência.

Inspeção de filtros: Os filtros pluviais devem ser verificados regularmente (idealmente a cada três meses) e limpos sempre que houver acúmulo de detritos. Filtros entupidos reduzem a eficiência de captação e podem comprometer a qualidade da água.

Verificação de bombas e sistemas elétricos: Se o sistema inclui bombeamento, é importante checar o funcionamento das bombas, conexões elétricas e dispositivos de automação periodicamente.

Monitoramento da qualidade da água: Embora a água de cisterna seja destinada a usos não potáveis, é importante garantir que ela esteja livre de odores, coloração anormal ou proliferação de algas, sinais de que algo não está funcionando corretamente.

Quando bem mantida e instalada corretamente, uma cisterna de qualidade pode operar com eficiência por décadas. O investimento em manutenção preventiva é mínimo comparado aos benefícios de longo prazo em economia de água e conformidade operacional.

Perguntas frequentes sobre cisternas

Qual a diferença entre cisterna e caixa d'água?

Caixa d'água armazena água tratada da rede pública para consumo. Cisterna armazena água captada (geralmente da chuva) para reuso em aplicações não potáveis, como irrigação e descargas.

Cisterna precisa de manutenção?

Sim. Recomenda-se limpeza interna ao menos uma vez por ano e verificação periódica de filtros e componentes do sistema.

Posso usar água de cisterna para beber?

Não, a menos que passe por tratamento completo de potabilização. Água de cisterna é destinada a usos não potáveis.

Qual o tamanho ideal de cisterna?

Depende da área de captação, regime de chuvas da região e demanda de água do projeto. Cada caso exige dimensionamento específico.

Cisterna precisa de bomba?

Depende da aplicação. Se a água precisa ser distribuída para pontos elevados ou distantes, sim. Em alguns casos, a distribuição pode ser por gravidade.

Especifique com segurança e conte com quem entende de saneamento

Cisterna não é commodity. É parte fundamental de um sistema de saneamento eficiente, que impacta diretamente nos custos operacionais, na sustentabilidade do empreendimento e na conformidade com normas cada vez mais exigentes.

A Garemp atua há anos no desenvolvimento de soluções técnicas para saneamento, produzindo cisternas verticais, subterrâneas e modulares, filtros pluviais, estações de tratamento de esgoto e estações elevatórias. 

Nosso diferencial está em oferecer não apenas produtos, mas suporte técnico especializado desde a fase de projeto até a entrega, garantindo que sua especificação seja precisa e sua obra, executada sem imprevistos.

Precisa de cisternas para seu projeto? Solicite um orçamento técnico e conheça as soluções Garemp para captação e armazenamento de água. Nossa equipe está pronta para apoiar seu projeto com a expertise que ele merece.

A gestão de água deixou de ser apenas uma preocupação ambiental, hoje, é um requisito técnico e operacional em qualquer projeto de infraestrutura sério. 

Se você está especificando sistemas de saneamento para condomínios, indústrias, hospitais, obras públicas, ou até mesmo uma residência, já sabe que a forma como seu empreendimento capta, armazena e reutiliza água impacta diretamente nos custos operacionais e na conformidade com as normas cada vez mais rigorosas.

É aqui que a cisterna entra como peça-chave. Mais do que um simples reservatório, ela é a base de um sistema inteligente de captação pluvial e reuso que pode reduzir drasticamente o consumo de água potável e, de quebra, atender às exigências legais que muitos municípios já impõem.

Neste guia, vamos direto ao ponto: 

  • Tipos de cisternas disponíveis;

  • Como dimensionar corretamente;

  • O que considerar na integração com outros sistemas de saneamento;

  • Quais normas você precisa conhecer? 

Se você está buscando especificar com segurança, está no lugar certo.

O que é cisterna e qual sua função em projetos de saneamento

Vamos começar pelo básico, mas sem perder tempo com obviedades. Cisterna é um reservatório projetado para armazenar água, principalmente para captação de chuva e reuso em aplicações que não exigem água potável. E aqui já vale um esclarecimento importante: cisterna não é caixa d'água.

A diferença é simples, mas essencial: enquanto a caixa d'água armazena água já tratada que vem da rede pública, a cisterna trabalha com água captada (geralmente da chuva) que passa por filtragem e é destinada a usos específicos, como descargas sanitárias, irrigação, lavagem de pisos, processos industriais, entre outros.

Na prática, a cisterna cumpre três funções principais:

Captar e armazenar água da chuva de forma eficiente. Telhados e coberturas se tornam áreas de captação, e a água é direcionada para a cisterna após passar por filtros que removem folhas, detritos e impurezas.

Viabilizar o reuso em larga escala. Boa parte do consumo de água em um empreendimento não precisa ser potável. Segundo a NBR 15527 (norma que regulamenta o aproveitamento de água de chuva em áreas urbanas), projetos bem dimensionados conseguem reduzir entre 30% e 50% o consumo de água da rede pública.

Servir como reserva técnica. Em alguns casos, a cisterna também funciona como backup estratégico, garantindo disponibilidade hídrica mesmo em períodos de interrupção no abastecimento.

Se você está lidando com legislações municipais que já exigem sistemas de captação pluvial em novas edificações, e cada vez mais cidades estão adotando essa obrigatoriedade. A cisterna não é um opcional. É parte do projeto básico de saneamento.

Tipos de cisterna: características e aplicações

Não existe "a melhor cisterna". Existe a cisterna mais adequada para o seu projeto, e isso depende de espaço disponível, volume necessário, tipo de instalação e, claro, finalidade de uso. Vamos aos três modelos principais:

Cisterna vertical

A cisterna vertical é aquela instalada acima do solo, ocupando espaço na vertical em vez de exigir área horizontal extensa. É especialmente útil quando você tem limitação de espaço no terreno ou está trabalhando em retrofit de edificações já existentes.

Principais vantagens:

  • Não exige escavação, o que reduz custos e prazos de obra

  • Instalação e manutenção mais simples, com acesso facilitado para inspeções

  • Ideal para áreas urbanas densas ou terrenos pequenos

  • Permite inspeção visual rápida do nível de água

Onde faz mais sentido especificar: Projetos em áreas com pouco espaço horizontal, edifícios comerciais que precisam de solução rápida de adequação, obras de retrofit onde escavação seria inviável ou muito custosa.

As cisternas verticais da Garemp são projetadas em diferentes capacidades, permitindo ajuste fino ao volume necessário sem desperdício de espaço ou investimento.

Cisterna subterrânea

Aqui, a lógica é outra: a cisterna fica enterrada, invisível no paisagismo, e libera toda a área superficial do terreno. É a escolha clássica para grandes empreendimentos onde volume e discrição são prioridades.

Principais vantagens:

  • Não ocupa espaço visível, perfeito para projetos com apelo estético ou áreas de convivência

  • Maior proteção térmica da água armazenada, evitando aquecimento excessivo

  • Capacidade de armazenamento geralmente superior

  • Integração total com o paisagismo e infraestrutura do empreendimento

Onde faz mais sentido especificar: Condomínios residenciais e comerciais, indústrias com grandes áreas disponíveis, hospitais e centros de distribuição que precisam de volumes elevados sem comprometer a área útil.

A instalação exige planejamento de escavação, estruturação e impermeabilização adequada, mas a Garemp oferece suporte técnico completo para dimensionamento e especificação dos modelos subterrâneos.

Cisterna modular

A cisterna modular funciona como um sistema de blocos que podem ser acoplados conforme a necessidade do projeto. É a solução mais flexível, especialmente quando você trabalha com demandas que podem crescer ao longo do tempo.

Principais vantagens:

  • Flexibilidade total: você começa com a capacidade necessária e expande se a demanda aumentar

  • Adaptação facilitada a terrenos irregulares ou com limitações específicas

  • Possibilidade de ajuste fino no volume armazenado

  • Ideal para projetos em fases ou com previsão de expansão futura

Onde faz mais sentido especificar: Empreendimentos em crescimento, projetos industriais com expansão planejada, condomínios que podem adicionar módulos conforme novos blocos são construídos.

A escolha entre vertical, subterrânea ou modular é estratégica. Cada tipo se encaixa em um contexto específico de obra, orçamento e logística. E se houver dúvida na especificação, contar com suporte técnico especializado faz toda a diferença.

Como dimensionar uma cisterna para seu projeto

Dimensionar uma cisterna não é chutar um número e torcer para dar certo. É um cálculo que leva em conta variáveis reais do seu projeto, e acertar essa conta significa evitar tanto subdimensionamento (falta de água quando você mais precisa) quanto superdimensionamento (investimento desnecessário).

Os principais fatores que influenciam o dimensionamento são:

Área de captação disponível. Quanto maior a área de telhado ou cobertura, maior o volume de água que você consegue captar. Telhados planos, inclinados, coberturas metálicas. Cada tipo tem sua eficiência de captação.

Índice pluviométrico da região. Não adianta ter uma área enorme de captação se chove pouco. Por outro lado, regiões com chuvas concentradas em poucos meses do ano exigem cisternas maiores para armazenar água suficiente para os períodos secos.

Demanda de água do empreendimento. Quantas pessoas vão usar? Para que fins? Irrigação consome menos que processos industriais. Descarga sanitária em um prédio comercial tem demanda diferente de um hospital. Cada aplicação tem seu volume médio diário.

Finalidade de uso. Água para lavar piso, irrigar jardim, abastecer descargas e resfriar equipamentos. Cada uso tem uma demanda específica que precisa ser mapeada antes de definir o tamanho da cisterna.

Uma fórmula simplificada que muitos projetistas usam como ponto de partida é:

Volume da cisterna = (Área de captação x Precipitação média mensal x Coeficiente de aproveitamento) x Tempo de armazenamento desejado

Mas atenção: essa é uma estimativa inicial. Projetos reais exigem cálculos mais refinados, considerando sazonalidade, picos de consumo, margem de segurança e integração com outros sistemas de saneamento.

Por isso, contar com suporte técnico especializado desde a fase de projeto é fundamental. A Garemp oferece consultoria para dimensionamento preciso, evitando erros que podem comprometer a eficiência de todo o sistema e, pior, gerar retrabalho e custos adicionais depois da obra pronta.

Componentes e integração com sistemas de saneamento

Aqui está um erro comum que muita gente comete: pensar na cisterna como um produto isolado. Ela não funciona sozinha e, na verdade, é apenas uma parte de um sistema integrado de captação e reuso de água.

Para que a cisterna cumpra sua função com eficiência e segurança, ela precisa estar conectada a uma série de componentes que garantem qualidade da água, distribuição adequada e conformidade técnica. Vamos aos principais:

Filtros pluviais. Antes de a água da chuva chegar à cisterna, ela precisa passar por um sistema de filtragem que remove folhas, galhos, poeira e outros detritos. Sem filtro, você está armazenando sujeira e isso compromete a qualidade da água e exige limpezas frequentes da cisterna. A Garemp oferece filtros pluviais projetados especificamente para integração com cisternas, garantindo que apenas água limpa seja armazenada.

Sistema de descarte de primeiras águas. As primeiras chuvas lavam o telhado, trazendo acúmulo de sujeira. Um bom projeto inclui descarte automático dessa água inicial, direcionando apenas a água limpa para a cisterna.

Bombas e sistemas de recalque. Dependendo da aplicação, a água armazenada precisa ser bombeada para pontos de uso. Em projetos maiores, isso pode envolver estações elevatórias completas, outra solução que a Garemp domina e pode integrar ao sistema.

Extravasor. Quando a cisterna atinge sua capacidade máxima, o excesso de água precisa ser direcionado de forma controlada, evitando transbordamentos e infiltrações indesejadas.

Ventilação adequada. Cisternas fechadas precisam de respiros que evitem pressão negativa e permitam circulação de ar, prevenindo odores e proliferação de microrganismos.

A grande vantagem de trabalhar com um fornecedor que oferece soluções completas, como a Garemp, é justamente essa: você não precisa buscar componentes de diferentes fabricantes e torcer para que tudo se encaixe. Cisterna, filtro pluvial, estação elevatória, estação de tratamento, tudo projetado para funcionar de forma integrada e eficiente.

Normas técnicas e requisitos de instalação

Se você está especificando cisternas para projetos profissionais, precisa conhecer as normas que regulamentam a instalação e o uso desses sistemas. 

A principal referência no Brasil é a NBR 15527 - Aproveitamento de água de chuva de coberturas em áreas urbanas para fins não potáveis. Ela estabelece requisitos para projeto, implantação, operação e manutenção de sistemas de captação pluvial, incluindo dimensionamento, qualidade da água e critérios de segurança.

Além da NBR 15527, muitos municípios e estados têm legislações próprias que exigem sistemas de captação em novas edificações acima de determinada área construída. Ignorar essas exigências pode gerar desde multas até embargo de obras, então vale checar a legislação local antes de fechar o projeto.

Requisitos básicos que toda instalação de cisterna deve atender:

Impermeabilização adequada. Especialmente em cisternas subterrâneas, a impermeabilização precisa ser rigorosa para evitar contaminação da água armazenada e infiltrações no solo.

Ventilação e acesso para manutenção. A cisterna precisa ter respiros dimensionados corretamente e tampas de inspeção que permitam limpeza e verificação periódica.

Proteção contra contaminação. Isso inclui telas em entradas de água, vedação contra entrada de animais e insetos, e separação física de qualquer ponto de contato com esgoto ou águas servidas.

Sinalização e identificação. Em muitos casos, é obrigatório identificar claramente que aquela água não é potável, evitando uso inadequado.

A instalação deve ser realizada por profissionais qualificados que conheçam as normas e saibam executar cada etapa com precisão técnica. Embora a Garemp não realize instalações, oferecemos suporte técnico completo para que sua equipe de obra ou parceiro instalador execute o projeto conforme as especificações corretas.

Manutenção e vida útil

Cisterna instalada não significa cisterna esquecida. Como qualquer sistema de saneamento, ela exige manutenção preventiva para garantir qualidade da água e funcionamento eficiente ao longo dos anos.

A boa notícia é que a manutenção de cisternas é relativamente simples, desde que feita com regularidade.

Limpeza interna: Recomenda-se limpeza completa da cisterna ao menos uma vez por ano, com remoção de sedimentos acumulados no fundo e lavagem das paredes internas. Em regiões com chuvas muito esporádicas ou água com alta carga de impurezas, pode ser necessário aumentar a frequência.

Inspeção de filtros: Os filtros pluviais devem ser verificados regularmente (idealmente a cada três meses) e limpos sempre que houver acúmulo de detritos. Filtros entupidos reduzem a eficiência de captação e podem comprometer a qualidade da água.

Verificação de bombas e sistemas elétricos: Se o sistema inclui bombeamento, é importante checar o funcionamento das bombas, conexões elétricas e dispositivos de automação periodicamente.

Monitoramento da qualidade da água: Embora a água de cisterna seja destinada a usos não potáveis, é importante garantir que ela esteja livre de odores, coloração anormal ou proliferação de algas, sinais de que algo não está funcionando corretamente.

Quando bem mantida e instalada corretamente, uma cisterna de qualidade pode operar com eficiência por décadas. O investimento em manutenção preventiva é mínimo comparado aos benefícios de longo prazo em economia de água e conformidade operacional.

Perguntas frequentes sobre cisternas

Qual a diferença entre cisterna e caixa d'água?

Caixa d'água armazena água tratada da rede pública para consumo. Cisterna armazena água captada (geralmente da chuva) para reuso em aplicações não potáveis, como irrigação e descargas.

Cisterna precisa de manutenção?

Sim. Recomenda-se limpeza interna ao menos uma vez por ano e verificação periódica de filtros e componentes do sistema.

Posso usar água de cisterna para beber?

Não, a menos que passe por tratamento completo de potabilização. Água de cisterna é destinada a usos não potáveis.

Qual o tamanho ideal de cisterna?

Depende da área de captação, regime de chuvas da região e demanda de água do projeto. Cada caso exige dimensionamento específico.

Cisterna precisa de bomba?

Depende da aplicação. Se a água precisa ser distribuída para pontos elevados ou distantes, sim. Em alguns casos, a distribuição pode ser por gravidade.

Especifique com segurança e conte com quem entende de saneamento

Cisterna não é commodity. É parte fundamental de um sistema de saneamento eficiente, que impacta diretamente nos custos operacionais, na sustentabilidade do empreendimento e na conformidade com normas cada vez mais exigentes.

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Nosso diferencial está em oferecer não apenas produtos, mas suporte técnico especializado desde a fase de projeto até a entrega, garantindo que sua especificação seja precisa e sua obra, executada sem imprevistos.

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