Estação Elevatória: o guia técnico completo de 2026
10 de fevereiro de 2026
10 de fevereiro de 2026



Nem todo projeto de saneamento consegue trabalhar apenas com escoamento por gravidade. Terrenos planos, pontos de coleta abaixo do nível da rede pública, subsolos, garagens e até mesmo longas distâncias horizontais criam situações onde o esgoto simplesmente não consegue fluir naturalmente até o destino final. É exatamente aí que entra a estação elevatória.
Mais do que um conjunto de bombas, a estação elevatória é um sistema completo de engenharia que garante o transporte seguro e eficiente de efluentes quando a topografia ou o projeto não permitem escoamento gravitacional.
Se você está especificando sistemas de esgotamento para condomínios, indústrias, shopping centers, hospitais ou infraestrutura pública, entender como dimensionar e especificar uma estação elevatória corretamente pode ser a diferença entre um sistema que funciona sem problemas e um problema crônico de manutenção.
Neste guia, vamos direto ao que importa: o que é uma estação elevatória, quando ela é necessária, quais os principais componentes, tipos disponíveis, critérios de dimensionamento e boas práticas de manutenção. Se você precisa de clareza técnica para tomar decisões seguras, está no lugar certo.
O que é estação elevatória e quando ela é necessária
Estação elevatória é um sistema de bombeamento projetado especificamente para transportar efluentes de um ponto mais baixo para um ponto mais alto ou para a rede coletora pública. Diferente de uma estação de tratamento, que processa e trata o esgoto, a estação elevatória tem uma função mais direta: mover efluentes de onde eles estão para onde precisam ir.
A confusão entre os dois sistemas é comum, mas a diferença é clara. A estação de tratamento transforma esgoto bruto em efluente tratado que pode ser descartado com segurança. Já a estação elevatória apenas transporta o efluente, sem tratá-lo. Em muitos projetos, aliás, os dois sistemas trabalham juntos: a elevatória bombeia o esgoto até a estação de tratamento, que faz o trabalho de processamento.
Existem situações específicas onde a estação elevatória deixa de ser opcional e se torna obrigatória:
Terrenos planos ou com declividade insuficiente. O escoamento por gravidade exige uma inclinação mínima nas tubulações. Quando o terreno é muito plano, não há como garantir essa declividade ao longo de toda a extensão necessária.
Pontos de coleta abaixo do nível da rede pública. Subsolos, garagens subterrâneas, vestiários em áreas baixas, cozinhas industriais em níveis inferiores. Todos esses pontos geram esgoto que precisa ser bombeado para cima até alcançar a rede coletora.
Distâncias longas que inviabilizam tubulação gravitacional. Quanto maior a distância, maior a declividade acumulada necessária. Em alguns casos, isso significaria enterrar tubulações a profundidades impraticáveis ou caras demais.
Retrofit em edificações existentes. Quando você precisa adicionar novos pontos de esgoto em uma edificação já construída e a rede existente não comporta escoamento por gravidade, a estação elevatória resolve o problema sem obras gigantescas.
A NBR 12208, que estabelece os critérios para projeto de estações elevatórias de esgoto sanitário, define todos os requisitos técnicos que esses sistemas precisam atender. E se você está lidando com aprovações junto a concessionárias de saneamento ou órgãos ambientais, conhecer essa norma não é opcional.
Componentes principais de uma estação elevatória
Uma estação elevatória não é só uma bomba jogada num buraco. É um sistema integrado onde cada componente tem função crítica para o funcionamento correto e seguro. Entender o que compõe esse sistema ajuda tanto na especificação quanto na hora de avaliar propostas de fornecedores.
Poço de acumulação. É o reservatório onde os efluentes chegam e ficam temporariamente armazenados antes de serem bombeados. O dimensionamento correto desse poço é fundamental: pequeno demais e as bombas vão ligar e desligar o tempo todo, reduzindo a vida útil. Grande demais e você tem custo de obra civil desnecessário, além de risco de sedimentação excessiva.
Conjunto de bombas. Normalmente são instaladas pelo menos duas bombas, trabalhando em regime de alternância ou simultaneamente, dependendo da vazão. Isso garante redundância: se uma bomba falha, a outra assume. E em momentos de pico de vazão, as duas podem operar juntas para dar conta da demanda. As bombas podem ser submersíveis, que ficam dentro do poço, ou autoescorvantes, instaladas em áreas secas ao lado do poço.
Quadro de comando e automação. É o cérebro do sistema. Bóias de nível, sensores ultrassônicos ou de pressão monitoram o nível de efluente no poço e comandam automaticamente o liga/desliga das bombas. O painel elétrico gerencia toda a parte de proteção, alternância de bombas e, em sistemas mais modernos, permite monitoramento remoto e alarmes em caso de falha.
Tubulação de recalque. É o caminho que os efluentes percorrem depois de bombeados. Precisa ser dimensionada corretamente para suportar a pressão gerada pelas bombas e minimizar perdas de carga.
Válvulas e dispositivos de segurança. Válvula de retenção evita retorno de efluente quando a bomba desliga. Registro de gaveta permite isolar a bomba para manutenção. Ventosa elimina ar acumulado na tubulação. Cada um desses componentes pode parecer pequeno, mas é essencial para o funcionamento estável.
Sistema de ventilação. Esgoto gera gases, alguns deles inflamáveis e tóxicos. Uma estação elevatória sem ventilação adequada é um risco de segurança e pode causar corrosão acelerada dos equipamentos. A ventilação precisa ser projetada considerando normas de segurança e localização da estação.
Tampa de acesso e segurança. Parece óbvio, mas muitas estações são instaladas com acessos inadequados, dificultando manutenções futuras. A tampa precisa ser resistente, vedada contra odores e acessível para operações de limpeza e reparo.
Quando todos esses componentes são especificados corretamente e integrados de forma profissional, você tem uma estação elevatória que opera de forma confiável por anos. Quando qualquer um deles é negligenciado, os problemas aparecem rápido.
Tipos de estação elevatória e suas aplicações
Não existe uma estação elevatória universal. Cada tipo é projetado para contextos específicos, e escolher o modelo errado pode comprometer toda a operação. Vamos aos principais tipos e onde cada um se encaixa melhor.
Estação elevatória de esgoto sanitário
Essa é a aplicação clássica: transportar esgoto doméstico gerado em banheiros, cozinhas, lavanderias e outros pontos de uso residencial ou comercial. É o tipo mais comum em condomínios, edifícios comerciais, escolas e hospitais.
As bombas utilizadas nesse tipo de estação são projetadas para lidar com sólidos em suspensão presentes no esgoto sanitário. Algumas versões incluem trituradores integrados, que fragmentam sólidos maiores antes do bombeamento, reduzindo risco de entupimentos.
Esse tipo de estação geralmente opera com bombas submersíveis, que ficam dentro do poço de acumulação, facilitando a instalação e reduzindo ruído. A automação é essencial aqui, já que o volume de esgoto varia ao longo do dia e a estação precisa responder automaticamente a essas variações.
Estação elevatória de efluentes industriais
Indústrias geram efluentes muito diferentes de esgoto doméstico. Podem conter óleos, graxas, produtos químicos, sólidos abrasivos e temperaturas elevadas. Por isso, as estações elevatórias industriais precisam de bombas com materiais especiais, resistentes à corrosão e ao desgaste.
Outro ponto crítico: muitos efluentes industriais precisam passar por algum tipo de pré-tratamento antes de serem bombeados. Caixas separadoras de óleo e gordura, gradeamento para remoção de sólidos grosseiros, tanques de equalização para homogeneizar a vazão. Tudo isso pode ser necessário antes da estação elevatória entrar em ação.
O dimensionamento aqui é ainda mais específico, já que cada indústria tem um perfil próprio de efluente. Contar com fornecedores que entendem de processos industriais e não apenas de saneamento doméstico faz toda a diferença.
Estação elevatória compacta
Também conhecida como estação pré-fabricada, é uma solução que vem montada de fábrica, pronta para instalação. O poço de acumulação, bombas, quadro de comando, tudo já vem integrado numa estrutura única.
A grande vantagem é a velocidade de instalação e a redução de obra civil. Em vez de construir um poço de concreto, instalar bombas, fazer toda a parte elétrica no local, você recebe um equipamento pronto, faz a conexão hidráulica e elétrica, e o sistema está operando.
Esse tipo é ideal para obras com cronograma apertado, projetos de retrofit onde não há espaço ou viabilidade para grandes intervenções, e situações onde você precisa de uma solução rápida e confiável. A Garemp oferece modelos compactos dimensionados para diferentes vazões, atendendo desde residências até pequenos condomínios.
Estação elevatória customizada
Grandes empreendimentos, complexos industriais, infraestrutura pública. Nesses casos, as demandas são tão específicas que uma solução pré-fabricada não dá conta. É necessário projetar uma estação sob medida, considerando vazão elevada, múltiplas bombas, sistemas de backup, automação avançada e integração com outras infraestruturas de saneamento.
Aqui entram estações com poços de grande volume, casas de bombas construídas especificamente para abrigar os equipamentos, sistemas redundantes de energia e até mesmo estações com capacidade de expansão futura. O projeto é desenvolvido em parceria entre o cliente, projetistas e o fabricante dos equipamentos, garantindo que todas as especificidades sejam atendidas.
A Garemp tem experiência tanto em soluções compactas quanto em estações customizadas de grande porte, oferecendo suporte técnico desde a concepção do projeto até a entrega dos equipamentos.
Como dimensionar uma estação elevatória
Dimensionar uma estação elevatória errada custa caro. Subdimensionar significa bombas operando sem parar, desgaste acelerado, alto consumo de energia e risco de transbordamento. Superdimensionar significa investimento desnecessário em equipamentos maiores, custos de obra civil elevados e eficiência operacional comprometida.
O dimensionamento correto leva em conta variáveis específicas do projeto:
Volume de efluentes gerado. Não basta saber a média diária. É preciso calcular a vazão de pico, ou seja, o momento de maior geração de esgoto. Em um edifício comercial, isso pode ser no horário de almoço. Em uma indústria, pode estar ligado ao processo produtivo. A estação precisa dar conta desse pico, não apenas da média.
Altura manométrica total. Isso inclui a diferença de nível entre o poço e o ponto de descarga, mais todas as perdas de carga na tubulação. Curvas, conexões, comprimento da tubulação, tudo gera resistência que a bomba precisa vencer. Calcular errado essa altura significa escolher bombas sem potência suficiente ou com potência excessiva.
Distância de recalque. Quanto mais longa a tubulação, maiores as perdas de carga. E quanto maior a perda, maior a potência necessária nas bombas.
Tipo de efluente. Esgoto sanitário, efluente industrial, água pluvial. Cada um tem características próprias que influenciam na escolha das bombas, materiais das tubulações e dimensionamento do sistema.
Frequência de partida das bombas. Bombas elétricas têm limite de quantas vezes podem ligar e desligar por hora sem comprometer a vida útil. O volume do poço de acumulação precisa ser dimensionado para evitar partidas excessivas.
Redundância. Quantas bombas são necessárias? Apenas duas em alternância? Três para dar conta de picos? Esse cálculo depende da criticidade da operação. Um hospital não pode ficar sem estação elevatória funcionando por uma hora sequer. Já em uma residência, pode haver alguma margem.
Os cálculos envolvem fórmulas de vazão, altura manométrica, potência das bombas e volume do reservatório. Não é algo que se faz no improviso. Profissionais de engenharia especializados em saneamento utilizam softwares e normas técnicas para garantir precisão.
E aqui vai um conselho prático: contar com o suporte técnico do fornecedor dos equipamentos desde a fase de projeto evita erros que só aparecem depois da obra pronta, quando corrigir sai muito mais caro. A Garemp oferece esse tipo de suporte, ajudando a dimensionar corretamente antes de você fechar a compra.
Manutenção e operação: o que você precisa saber
Estação elevatória instalada não significa estação elevatória esquecida. Esse é um dos erros mais comuns: tratar o sistema como algo que vai funcionar sozinho para sempre. Na prática, manutenção preventiva é o que separa uma operação tranquila de emergências recorrentes.
Falhas em estações elevatórias geram transbordamento de esgoto, risco sanitário, paralisação de operações e, dependendo da gravidade, até autuações ambientais. Por isso, manutenção não é despesa, é investimento em continuidade operacional.
Limpeza do poço de acumulação. Com o tempo, sólidos se acumulam no fundo do poço, reduzindo o volume útil e podendo causar entupimentos nas bombas. A limpeza deve ser feita periodicamente, com frequência que varia conforme o tipo de efluente e o volume operado.
Verificação e limpeza das bombas. Bombas submersíveis podem acumular detritos no rotor. Vedações podem desgastar. Verificações regulares evitam que pequenos problemas se transformem em falhas completas.
Teste de bóias e sensores. A automação depende desses componentes para funcionar. Bóias emperradas ou sensores descalibrados fazem as bombas operarem fora do previsto, gerando desgaste ou risco de transbordamento.
Inspeção elétrica do quadro de comando. Conexões soltas, componentes queimados, fusíveis fracos. Tudo isso é detectável em inspeções periódicas e evita paradas não programadas.
Verificação de válvulas e conexões. Vazamentos, válvulas travadas, vedações comprometidas. Pequenos problemas que, se não corrigidos, evoluem para falhas maiores.
A frequência de manutenção varia conforme o uso. Estações em operação contínua e crítica podem exigir verificações mensais. Estações com uso mais moderado podem ter manutenções trimestrais ou semestrais. O importante é estabelecer uma rotina e segui-la.
Sistemas modernos de automação permitem monitoramento remoto, enviando alertas em caso de falhas, níveis anormais ou operação fora dos padrões. Isso permite agir antes que um problema pequeno vire uma emergência.
Normas técnicas e boas práticas
Se você está especificando uma estação elevatória para um projeto profissional, precisa conhecer as normas que regulamentam esses sistemas. Não é burocracia desnecessária, é garantia de conformidade, segurança e durabilidade.
A principal referência no Brasil é a NBR 12208, que estabelece requisitos para projeto de estações elevatórias de esgoto sanitário. Ela define critérios de dimensionamento, materiais, automação, ventilação, segurança e operação.
Além dessa norma, dependendo do tipo de efluente e da localização, podem ser aplicáveis a NBR 12209 (quando há integração com estações de tratamento) e legislações estaduais ou municipais específicas.
Alguns requisitos básicos que toda estação elevatória deve atender:
Ventilação adequada. Gases gerados pelo esgoto precisam ser removidos de forma eficiente e segura. Isso protege tanto os equipamentos quanto as pessoas que fazem manutenção.
Impermeabilização do poço. Vazamentos podem contaminar o solo e lençóis freáticos. A impermeabilização precisa ser rigorosa, especialmente em estações enterradas.
Acesso para manutenção. Tampas de inspeção adequadas, escadas ou degraus seguros, espaço suficiente para movimentação de equipamentos. Tudo isso precisa ser pensado no projeto.
Segurança elétrica. Instalações elétricas em ambientes com umidade e gases exigem proteções específicas, aterramentos corretos e componentes certificados.
A instalação deve ser realizada por profissionais qualificados que conheçam as normas e saibam executar cada etapa com precisão técnica. A Garemp, embora não realize instalações, oferece suporte técnico completo para que sua equipe de obra ou parceiro instalador execute o projeto conforme as especificações corretas.
Perguntas frequentes sobre estações elevatórias
Qual a diferença entre estação elevatória e estação de tratamento?
Estação elevatória apenas bombeia efluentes de um ponto para outro. Estação de tratamento processa e trata o esgoto, removendo poluentes antes do descarte. Muitas vezes, os dois sistemas trabalham juntos.
Estação elevatória precisa de energia elétrica constante?
Sim. Por isso, em operações críticas, é recomendável ter gerador de backup ou sistema de energia redundante.
Como evitar mau cheiro em estações elevatórias?
Ventilação adequada, limpeza periódica do poço, vedação correta de tampas e, em alguns casos, uso de produtos neutralizadores de odor ou sistemas de exaustão forçada.
Especifique com segurança, opere com tranquilidade
Estação elevatória é um sistema crítico em qualquer projeto de saneamento onde o escoamento por gravidade não é viável. Dimensionar corretamente, escolher os equipamentos adequados e manter uma rotina de manutenção são os três pilares que garantem operação confiável e duradoura.
A Garemp atua há anos no desenvolvimento de soluções técnicas completas para saneamento, incluindo estações elevatórias compactas e customizadas, estações de tratamento de esgoto, cisternas e filtros pluviais. Nosso diferencial está em oferecer não apenas equipamentos, mas suporte técnico especializado desde a fase de projeto até a entrega, garantindo que sua especificação seja precisa e sua obra executada sem imprevistos.
Precisa de uma estação elevatória para seu projeto? Solicite um orçamento técnico e conheça as soluções Garemp. Nossa equipe está pronta para apoiar seu projeto com a expertise que ele merece.
Nem todo projeto de saneamento consegue trabalhar apenas com escoamento por gravidade. Terrenos planos, pontos de coleta abaixo do nível da rede pública, subsolos, garagens e até mesmo longas distâncias horizontais criam situações onde o esgoto simplesmente não consegue fluir naturalmente até o destino final. É exatamente aí que entra a estação elevatória.
Mais do que um conjunto de bombas, a estação elevatória é um sistema completo de engenharia que garante o transporte seguro e eficiente de efluentes quando a topografia ou o projeto não permitem escoamento gravitacional.
Se você está especificando sistemas de esgotamento para condomínios, indústrias, shopping centers, hospitais ou infraestrutura pública, entender como dimensionar e especificar uma estação elevatória corretamente pode ser a diferença entre um sistema que funciona sem problemas e um problema crônico de manutenção.
Neste guia, vamos direto ao que importa: o que é uma estação elevatória, quando ela é necessária, quais os principais componentes, tipos disponíveis, critérios de dimensionamento e boas práticas de manutenção. Se você precisa de clareza técnica para tomar decisões seguras, está no lugar certo.
O que é estação elevatória e quando ela é necessária
Estação elevatória é um sistema de bombeamento projetado especificamente para transportar efluentes de um ponto mais baixo para um ponto mais alto ou para a rede coletora pública. Diferente de uma estação de tratamento, que processa e trata o esgoto, a estação elevatória tem uma função mais direta: mover efluentes de onde eles estão para onde precisam ir.
A confusão entre os dois sistemas é comum, mas a diferença é clara. A estação de tratamento transforma esgoto bruto em efluente tratado que pode ser descartado com segurança. Já a estação elevatória apenas transporta o efluente, sem tratá-lo. Em muitos projetos, aliás, os dois sistemas trabalham juntos: a elevatória bombeia o esgoto até a estação de tratamento, que faz o trabalho de processamento.
Existem situações específicas onde a estação elevatória deixa de ser opcional e se torna obrigatória:
Terrenos planos ou com declividade insuficiente. O escoamento por gravidade exige uma inclinação mínima nas tubulações. Quando o terreno é muito plano, não há como garantir essa declividade ao longo de toda a extensão necessária.
Pontos de coleta abaixo do nível da rede pública. Subsolos, garagens subterrâneas, vestiários em áreas baixas, cozinhas industriais em níveis inferiores. Todos esses pontos geram esgoto que precisa ser bombeado para cima até alcançar a rede coletora.
Distâncias longas que inviabilizam tubulação gravitacional. Quanto maior a distância, maior a declividade acumulada necessária. Em alguns casos, isso significaria enterrar tubulações a profundidades impraticáveis ou caras demais.
Retrofit em edificações existentes. Quando você precisa adicionar novos pontos de esgoto em uma edificação já construída e a rede existente não comporta escoamento por gravidade, a estação elevatória resolve o problema sem obras gigantescas.
A NBR 12208, que estabelece os critérios para projeto de estações elevatórias de esgoto sanitário, define todos os requisitos técnicos que esses sistemas precisam atender. E se você está lidando com aprovações junto a concessionárias de saneamento ou órgãos ambientais, conhecer essa norma não é opcional.
Componentes principais de uma estação elevatória
Uma estação elevatória não é só uma bomba jogada num buraco. É um sistema integrado onde cada componente tem função crítica para o funcionamento correto e seguro. Entender o que compõe esse sistema ajuda tanto na especificação quanto na hora de avaliar propostas de fornecedores.
Poço de acumulação. É o reservatório onde os efluentes chegam e ficam temporariamente armazenados antes de serem bombeados. O dimensionamento correto desse poço é fundamental: pequeno demais e as bombas vão ligar e desligar o tempo todo, reduzindo a vida útil. Grande demais e você tem custo de obra civil desnecessário, além de risco de sedimentação excessiva.
Conjunto de bombas. Normalmente são instaladas pelo menos duas bombas, trabalhando em regime de alternância ou simultaneamente, dependendo da vazão. Isso garante redundância: se uma bomba falha, a outra assume. E em momentos de pico de vazão, as duas podem operar juntas para dar conta da demanda. As bombas podem ser submersíveis, que ficam dentro do poço, ou autoescorvantes, instaladas em áreas secas ao lado do poço.
Quadro de comando e automação. É o cérebro do sistema. Bóias de nível, sensores ultrassônicos ou de pressão monitoram o nível de efluente no poço e comandam automaticamente o liga/desliga das bombas. O painel elétrico gerencia toda a parte de proteção, alternância de bombas e, em sistemas mais modernos, permite monitoramento remoto e alarmes em caso de falha.
Tubulação de recalque. É o caminho que os efluentes percorrem depois de bombeados. Precisa ser dimensionada corretamente para suportar a pressão gerada pelas bombas e minimizar perdas de carga.
Válvulas e dispositivos de segurança. Válvula de retenção evita retorno de efluente quando a bomba desliga. Registro de gaveta permite isolar a bomba para manutenção. Ventosa elimina ar acumulado na tubulação. Cada um desses componentes pode parecer pequeno, mas é essencial para o funcionamento estável.
Sistema de ventilação. Esgoto gera gases, alguns deles inflamáveis e tóxicos. Uma estação elevatória sem ventilação adequada é um risco de segurança e pode causar corrosão acelerada dos equipamentos. A ventilação precisa ser projetada considerando normas de segurança e localização da estação.
Tampa de acesso e segurança. Parece óbvio, mas muitas estações são instaladas com acessos inadequados, dificultando manutenções futuras. A tampa precisa ser resistente, vedada contra odores e acessível para operações de limpeza e reparo.
Quando todos esses componentes são especificados corretamente e integrados de forma profissional, você tem uma estação elevatória que opera de forma confiável por anos. Quando qualquer um deles é negligenciado, os problemas aparecem rápido.
Tipos de estação elevatória e suas aplicações
Não existe uma estação elevatória universal. Cada tipo é projetado para contextos específicos, e escolher o modelo errado pode comprometer toda a operação. Vamos aos principais tipos e onde cada um se encaixa melhor.
Estação elevatória de esgoto sanitário
Essa é a aplicação clássica: transportar esgoto doméstico gerado em banheiros, cozinhas, lavanderias e outros pontos de uso residencial ou comercial. É o tipo mais comum em condomínios, edifícios comerciais, escolas e hospitais.
As bombas utilizadas nesse tipo de estação são projetadas para lidar com sólidos em suspensão presentes no esgoto sanitário. Algumas versões incluem trituradores integrados, que fragmentam sólidos maiores antes do bombeamento, reduzindo risco de entupimentos.
Esse tipo de estação geralmente opera com bombas submersíveis, que ficam dentro do poço de acumulação, facilitando a instalação e reduzindo ruído. A automação é essencial aqui, já que o volume de esgoto varia ao longo do dia e a estação precisa responder automaticamente a essas variações.
Estação elevatória de efluentes industriais
Indústrias geram efluentes muito diferentes de esgoto doméstico. Podem conter óleos, graxas, produtos químicos, sólidos abrasivos e temperaturas elevadas. Por isso, as estações elevatórias industriais precisam de bombas com materiais especiais, resistentes à corrosão e ao desgaste.
Outro ponto crítico: muitos efluentes industriais precisam passar por algum tipo de pré-tratamento antes de serem bombeados. Caixas separadoras de óleo e gordura, gradeamento para remoção de sólidos grosseiros, tanques de equalização para homogeneizar a vazão. Tudo isso pode ser necessário antes da estação elevatória entrar em ação.
O dimensionamento aqui é ainda mais específico, já que cada indústria tem um perfil próprio de efluente. Contar com fornecedores que entendem de processos industriais e não apenas de saneamento doméstico faz toda a diferença.
Estação elevatória compacta
Também conhecida como estação pré-fabricada, é uma solução que vem montada de fábrica, pronta para instalação. O poço de acumulação, bombas, quadro de comando, tudo já vem integrado numa estrutura única.
A grande vantagem é a velocidade de instalação e a redução de obra civil. Em vez de construir um poço de concreto, instalar bombas, fazer toda a parte elétrica no local, você recebe um equipamento pronto, faz a conexão hidráulica e elétrica, e o sistema está operando.
Esse tipo é ideal para obras com cronograma apertado, projetos de retrofit onde não há espaço ou viabilidade para grandes intervenções, e situações onde você precisa de uma solução rápida e confiável. A Garemp oferece modelos compactos dimensionados para diferentes vazões, atendendo desde residências até pequenos condomínios.
Estação elevatória customizada
Grandes empreendimentos, complexos industriais, infraestrutura pública. Nesses casos, as demandas são tão específicas que uma solução pré-fabricada não dá conta. É necessário projetar uma estação sob medida, considerando vazão elevada, múltiplas bombas, sistemas de backup, automação avançada e integração com outras infraestruturas de saneamento.
Aqui entram estações com poços de grande volume, casas de bombas construídas especificamente para abrigar os equipamentos, sistemas redundantes de energia e até mesmo estações com capacidade de expansão futura. O projeto é desenvolvido em parceria entre o cliente, projetistas e o fabricante dos equipamentos, garantindo que todas as especificidades sejam atendidas.
A Garemp tem experiência tanto em soluções compactas quanto em estações customizadas de grande porte, oferecendo suporte técnico desde a concepção do projeto até a entrega dos equipamentos.
Como dimensionar uma estação elevatória
Dimensionar uma estação elevatória errada custa caro. Subdimensionar significa bombas operando sem parar, desgaste acelerado, alto consumo de energia e risco de transbordamento. Superdimensionar significa investimento desnecessário em equipamentos maiores, custos de obra civil elevados e eficiência operacional comprometida.
O dimensionamento correto leva em conta variáveis específicas do projeto:
Volume de efluentes gerado. Não basta saber a média diária. É preciso calcular a vazão de pico, ou seja, o momento de maior geração de esgoto. Em um edifício comercial, isso pode ser no horário de almoço. Em uma indústria, pode estar ligado ao processo produtivo. A estação precisa dar conta desse pico, não apenas da média.
Altura manométrica total. Isso inclui a diferença de nível entre o poço e o ponto de descarga, mais todas as perdas de carga na tubulação. Curvas, conexões, comprimento da tubulação, tudo gera resistência que a bomba precisa vencer. Calcular errado essa altura significa escolher bombas sem potência suficiente ou com potência excessiva.
Distância de recalque. Quanto mais longa a tubulação, maiores as perdas de carga. E quanto maior a perda, maior a potência necessária nas bombas.
Tipo de efluente. Esgoto sanitário, efluente industrial, água pluvial. Cada um tem características próprias que influenciam na escolha das bombas, materiais das tubulações e dimensionamento do sistema.
Frequência de partida das bombas. Bombas elétricas têm limite de quantas vezes podem ligar e desligar por hora sem comprometer a vida útil. O volume do poço de acumulação precisa ser dimensionado para evitar partidas excessivas.
Redundância. Quantas bombas são necessárias? Apenas duas em alternância? Três para dar conta de picos? Esse cálculo depende da criticidade da operação. Um hospital não pode ficar sem estação elevatória funcionando por uma hora sequer. Já em uma residência, pode haver alguma margem.
Os cálculos envolvem fórmulas de vazão, altura manométrica, potência das bombas e volume do reservatório. Não é algo que se faz no improviso. Profissionais de engenharia especializados em saneamento utilizam softwares e normas técnicas para garantir precisão.
E aqui vai um conselho prático: contar com o suporte técnico do fornecedor dos equipamentos desde a fase de projeto evita erros que só aparecem depois da obra pronta, quando corrigir sai muito mais caro. A Garemp oferece esse tipo de suporte, ajudando a dimensionar corretamente antes de você fechar a compra.
Manutenção e operação: o que você precisa saber
Estação elevatória instalada não significa estação elevatória esquecida. Esse é um dos erros mais comuns: tratar o sistema como algo que vai funcionar sozinho para sempre. Na prática, manutenção preventiva é o que separa uma operação tranquila de emergências recorrentes.
Falhas em estações elevatórias geram transbordamento de esgoto, risco sanitário, paralisação de operações e, dependendo da gravidade, até autuações ambientais. Por isso, manutenção não é despesa, é investimento em continuidade operacional.
Limpeza do poço de acumulação. Com o tempo, sólidos se acumulam no fundo do poço, reduzindo o volume útil e podendo causar entupimentos nas bombas. A limpeza deve ser feita periodicamente, com frequência que varia conforme o tipo de efluente e o volume operado.
Verificação e limpeza das bombas. Bombas submersíveis podem acumular detritos no rotor. Vedações podem desgastar. Verificações regulares evitam que pequenos problemas se transformem em falhas completas.
Teste de bóias e sensores. A automação depende desses componentes para funcionar. Bóias emperradas ou sensores descalibrados fazem as bombas operarem fora do previsto, gerando desgaste ou risco de transbordamento.
Inspeção elétrica do quadro de comando. Conexões soltas, componentes queimados, fusíveis fracos. Tudo isso é detectável em inspeções periódicas e evita paradas não programadas.
Verificação de válvulas e conexões. Vazamentos, válvulas travadas, vedações comprometidas. Pequenos problemas que, se não corrigidos, evoluem para falhas maiores.
A frequência de manutenção varia conforme o uso. Estações em operação contínua e crítica podem exigir verificações mensais. Estações com uso mais moderado podem ter manutenções trimestrais ou semestrais. O importante é estabelecer uma rotina e segui-la.
Sistemas modernos de automação permitem monitoramento remoto, enviando alertas em caso de falhas, níveis anormais ou operação fora dos padrões. Isso permite agir antes que um problema pequeno vire uma emergência.
Normas técnicas e boas práticas
Se você está especificando uma estação elevatória para um projeto profissional, precisa conhecer as normas que regulamentam esses sistemas. Não é burocracia desnecessária, é garantia de conformidade, segurança e durabilidade.
A principal referência no Brasil é a NBR 12208, que estabelece requisitos para projeto de estações elevatórias de esgoto sanitário. Ela define critérios de dimensionamento, materiais, automação, ventilação, segurança e operação.
Além dessa norma, dependendo do tipo de efluente e da localização, podem ser aplicáveis a NBR 12209 (quando há integração com estações de tratamento) e legislações estaduais ou municipais específicas.
Alguns requisitos básicos que toda estação elevatória deve atender:
Ventilação adequada. Gases gerados pelo esgoto precisam ser removidos de forma eficiente e segura. Isso protege tanto os equipamentos quanto as pessoas que fazem manutenção.
Impermeabilização do poço. Vazamentos podem contaminar o solo e lençóis freáticos. A impermeabilização precisa ser rigorosa, especialmente em estações enterradas.
Acesso para manutenção. Tampas de inspeção adequadas, escadas ou degraus seguros, espaço suficiente para movimentação de equipamentos. Tudo isso precisa ser pensado no projeto.
Segurança elétrica. Instalações elétricas em ambientes com umidade e gases exigem proteções específicas, aterramentos corretos e componentes certificados.
A instalação deve ser realizada por profissionais qualificados que conheçam as normas e saibam executar cada etapa com precisão técnica. A Garemp, embora não realize instalações, oferece suporte técnico completo para que sua equipe de obra ou parceiro instalador execute o projeto conforme as especificações corretas.
Perguntas frequentes sobre estações elevatórias
Qual a diferença entre estação elevatória e estação de tratamento?
Estação elevatória apenas bombeia efluentes de um ponto para outro. Estação de tratamento processa e trata o esgoto, removendo poluentes antes do descarte. Muitas vezes, os dois sistemas trabalham juntos.
Estação elevatória precisa de energia elétrica constante?
Sim. Por isso, em operações críticas, é recomendável ter gerador de backup ou sistema de energia redundante.
Como evitar mau cheiro em estações elevatórias?
Ventilação adequada, limpeza periódica do poço, vedação correta de tampas e, em alguns casos, uso de produtos neutralizadores de odor ou sistemas de exaustão forçada.
Especifique com segurança, opere com tranquilidade
Estação elevatória é um sistema crítico em qualquer projeto de saneamento onde o escoamento por gravidade não é viável. Dimensionar corretamente, escolher os equipamentos adequados e manter uma rotina de manutenção são os três pilares que garantem operação confiável e duradoura.
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